15 julho 2015

your words reach my deepest
your silence is daunting
but words are just words
spelled on a pad of nothing


your hugs reach my deepest
your absence fills my days
and hugs every year or so
are not hugs just daze


your spirits reach my mind
your sickness rocks my heart
and spirits may be liquors
my heart is all i got


your unsaid is my suffer
your undone is my pain
your presence is my death
your silence inhumane


your words reach my deepest
my doubts fill my guts
the longing always there
the waiting hurts too much

one day you touch me
another i move on
but then my only thought
forsaken or destruction


your recklessness is staggering
your contempt too much to bear
round and round we go. 
remember i won't be there


no pain equals the love 
of loving not intended
no void can fill above
what's done and been offended

07 dezembro 2012

- 2011 the year of ties -

must go beyond
the fear of giving
of sharing
of losing

wide awake
eyes shut
must give
without giving away

break the silence
the ifs
the needs
the jealousy

find a way to trust
to let go
to hold on
to embrace

as someone said
if it doesn't work
it doesn't
at least we tried

wanting to try
to feel
not to fade
to rely

trying more
doing more
feeling more
worrying less

thinking less
shrinking less
hidding less
loving more

must try
to let go

20 maio 2012

I´ve been in India.
I survived diarrheas, infections
and malaria pills
I was never able to travel within myself.

Saw poverty,
conflict and pain
realized my bigger side
I was never able to travel within myself.

Asked for information
Left some question marks
Jumped from the air
I was never able to travel within myself.

I never give myself away
never give myself in
never trust others in the inner world
I was never able to travel within myself.

06 maio 2012

In the room. 


sitting in a room/
quietly waiting/
for the sounds to disappear/
for the lights to fade away./


quietly in a room/
daydreaming of lost sorrows/
waiting for a touch/
a hug, a word, nothing./

daydreaming in a room/
longing for the lost words/
the lost actions unforgotten/
the calmness of a never./

longing in a room/
for a day to be/
for a lost soul to see/
for a despair of no clothes./

for a day in a room/
lost in chains of thought/ 
forgotten in days of lust/ 
 mysterious as the soul./ 

lost in a room/ 
remembrances all gone/ 
securities all lost/ 
egos tripping./ 

remembrances in a room/ 
desires left untouched/ 
memories too close/ 
the day still forgotten./ 

 desires in a room/ 
lost to a rusty thought/ 
forgotten by pasts/ 
disdained by much./ 

lost in a room/ 
once again/ 
 for all times./ 
the desire to be./ 

once again in a room/ 
still waiting to see/ 
what might be touched/ 
what smell has the sea./

 still in a room/ 
waiting for it/ 
desiring to go/ 
 but still, never fit.

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06 julho 2011

"Todo dia morre um amor. Quase nunca percebemos, mas todos os dias
morre um amor. Às vezes de forma lenta e gradativa, quase indolor,
após anos e anos de rotina. Às vezes melodramaticamente, como nas
piores novelas mexicanas, com direito a bate-bocas vexaminosos,
capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos. Morre em uma cama de
motel ou em frente à televisão de domingo. Morre sem beijo antes de
dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com gosto de
lágrima nos lábios.
Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, cartas cada vez
mais concisas, beijos que esfriam aos poucos. Morre da mais completa e
letal inanição.
Todo dia morre um amor. Às vezes com uma explosão, quase sempre com um
suspiro. Todo dia morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria
que na prática, relutemos em admitir. Porque nada é mais dolorido do
que a constatação de um fracasso. De saber que, mais uma vez, um amor
morreu. Porque, por mais que não queiramos aprender, a vida sempre nos
ensina alguma coisa. E esta é a lição: amores morrem.
Todos os dias um amor é assassinado. Com a adaga do tédio, a cicuta da
indiferença, a forca do escárnio, a metralhadora da traição. A sacola
de presentes devolvidos, os ponteiros tiquetaqueando no relógio, o
silêncio insuportável depois de uma discussão: todo crime deixa
evidências.
Todos nós fomos assassinos um dia. Há aqueles que, como o Lee Harvey
Oswald, se refugiam em salas de cinema vazias. Ou preferem se esconder
debaixo da cama, ao lado do bicho papão. Outros confessam sua culpa em
altos brados e fazem de pinico os ouvidos de infelizes garçons. Há
aqueles que negam, veementemente, participação no crime e buscam por
novas vítimas em salas de chat ou pistas de danceteria, sem dor ou
remorso. Os mais periculosos aproveitam sua experiência de criminosos
para escrever livros de auto-ajuda, com nomes paradoxais como "O Amor
Inteligente" ou romances açucarados de banca de jornal, do tipo "A
Paixão Tem Olhos Azuis", difundindo ao mundo ilusões fatais aos
corações sem cicatrizes.
Existem os amores que clamam por um tiro de misericórdia: corcéis feridos.
Existem os amores-zumbis, aqueles que se recusam a admitir que
morreram. São capazes de perdurar anos, mortos-vivos sobre a Terra
teimando em resistir à base de camas separadas, beijos burocráticos,
sexo sem tesão. Estes não querem ser sacrificados e, à semelhança dos
zumbis hollywoodianos, também se alimentam de cérebros humanos e
definharão até se tornarem laranjas chupadas.
Existem os amores-vegetais, aqueles que vivem em permanente estado de
letargia, comuns principalmente entre os amantes platônicos que
recordarão até o fim de seus dias o sorriso daquela ruivinha da 4a.
série ou entre fãs que até hoje suspiram em frente a um pôster do
Elvis Presley (e pior, da fase havaiana). Mas titubeio em dizer que
isso possa ser classificado como amor (Bah, isso não é amor. Amor
vivido só do pescoço pra cima não é amor).
Existem, por fim, os amores-fênix. Aqueles que, apesar da luta diária
pela sobrevivência, dos preconceitos da sociedade, das contas a pagar,
da paixão que escasseia com o decorrer dos anos, da mesa-redonda no
final de domingo, das calcinhas penduradas no chuveiro, das toalhas
molhadas sobre a cama e das brigas que não levam a nada, ressuscitam
das cinzas a cada fim de dia e perduram: teimosos, belos, cegos e
intensos. Mas estes são raríssimos e há quem duvide de sua existência.
Alguns os chamam de amores-unicórnio, porque são de uma beleza tão
pura e rara que jamais poderiam ter existido, a não ser como lendas."

by unknown

28 abril 2011

There's this guy I like
Could it be?
He's not complicated,
He's complex -
His words, not mine.

There's this girl I like
I get her confused with
someone else
every now and then
I get it right.

There's this man I like
He steals boxes
Sells cigarrettes
sometimes he feels lonely
He lives for the night.

There's this woman I like
She's trapped, she's lost
she's walking on a stick
maybe looking for others
She has her own plight.

There's these people I like
they're confusing, intriguing
having it all or none
they're in the same ship
they're all so bright.

Then there's someone else
trying to reach
without a need to like
sitting in a corner
never loosing sight.

19 abril 2011

loud noise on the street below
empty thoughts of ramdomness
waiting for a stranger to call.

will it ever find
a way to be in it.

doubts and need for closure
question marks and exclamations
shouting wilder than alowed.

will it ever find
a way to be in it.

lost music for a friend
a word of silence in between
crawling from within.

will it ever find
a way to be in it.

conflicting desires
upside-down messages
said, not told, heard, not felt.

will it ever find
a way to be in it.

awaken memories
sleep deprivation and much
not looked for, but found.

will it ever find
a way to be in it.

06 abril 2011

"scattered hopes
shattered dreams"

they were walking along the water
the wind blowing ran their dreams
experiencing a new way of looking the city
together yet apart. a few more shadows.
the roofs seemed different, bigger than the streets
a bird walked by, no one could've noticed
the strings chained him tight, held him strongly
the people on the window could not understand
how it could be, how it should be, how it would be
to look, not to see.

01 abril 2011

wind and storm

thousand crowds
surfacing the clouds
rain, wind, storm

high above birds
screaming words
sand, wind, storm

low down choir
stuck in a wire
air, wind, storm

night camping
day lifting
fire, wind, storm

desires changing
noise raising
blood, wind, storm

nowhere places
dark faces
paper, wind, storm

trickled blood
scary mud
smell, wind, storm

someone alone
a thrown stone
laugh, wind, storm

sex lust
turned to dust
desire, wind, storm

motion change
a fast lane
otherness, wind, storm.

30 março 2011

Revisitas I

Feitos para estar ou não, todos somos.
Existindo num dia a dia de inconstâncias
Abraçando-nos no peso da solidão,
Trespassando olhares na sensação de domínio
De insensatez revestindo as noites
E de memórias, enchendo o presente,
Sempre encontrado como ponte e nunca pelo que é.
Nos passos correntes da loucura, entre as presas
Da lucidez, vamos andando.
Cheios de convenções e convicções.
Um eu, descontente
Tentando mudar o futuro sem pensar no presente.
Ouçam-se as vozes das vielas e das pequenas coisas,
Dos gemidos silenciados e do riso emudecido
Está tudo aqui, ao alcance. E pela nossa condição,
Sempre distante de um gesto.
Gastando mais um sopro no tempo,
Desafiando sombras e pareceres, conformando.
A comida servida resfriada, a fome sussurrada à distância,
O tempo não é o hoje nem nunca o será.
E tudo, enfim, é rotina.

reds
covered face
fingers undone
sights parted.

waiting
for a day
of nothing,
like bukowski.

when existence
turns to dust
and greyhood
into light.

confusion
whirls of mist
waves of fog
numbness.

24 fevereiro 2011

és a minha última derrota
foste o meu último falhanço
serás o final da linha

espero que não sejas uma estação
que não tenhas definido um ficar
que não venhas a marcar um futuro

talvez sejas a minha marca
tenhas sido mais um rasgão
venhas a ser um ido esquecido

para já és uma condicionante
uma não vontade diluída
um não querer de quereres

és uma confirmação
foste um tormento
serás uma lição

hoje, um não
ontem, um não
amanhã, um não

presente lembrado
passado vivido
futuro diferente.

sonhei-te
e no sonho encontrei-te
ao longe
pra ti corri
abraçamo-nos
e para o chão nos puxamos
os amigos de cada um
afastaram-se, juntos
e já depois do reboliço
do chão
olhei-te
vi-te
e já não eras tu.

12 fevereiro 2011

nada

nada

faz sentido

não querer

o fantasiar

nada

querer

nada

esperar

nada

vontade

nada

nada

nada

faz sentido

ter um nada

ser um nada

possuir nada

lutar

por nada

nada

sonhar

nada

sentir

nada

querer

nada

nada

nada

nada

nada

faz sentido

tudo.

19 outubro 2010

not looking for anything serious!

"scary is good. once you cut the ropes anything can happen" (u.)

18 outubro 2010

"for every solution there's a problem" (Solomon Burke)

às vezes, ao olhar para trás, pergunto-me como é possível..
sobretudo aqueles momentos que esquecemos por anos e anos e surgem de rompante para nos fazer sorrir ou entristecer..
sem lamentos olho o passado.
apenas de grande curiosidade se enche a minha mente.
pensar "como foi possível? quais as razões? quais as consequências?"..
no hoje não pensar.
sentir, deixar, levar-se, aprender.
ocultar!
escapes de fim de semana.
sorrisos.
esperança.
ao olhar para trás vejo um enorme percurso já feito.
um ainda maior a atravessar.
deixar para trás todas aquelas coisas e coisinhas.
às vezes, ao olhar para trás, espanto-me!
nessas alturas fecho os olhos, ouço palavras de muitos.
desculpas, sentires, culpas.
quereres.
às vezes, ao olhar para a frente, questiono-me.
e fico sem respostas.

06 outubro 2010

7:30

The sun was coming out through the big windows. He walked up to the table where she was sitting, smoking a cigarette. Minutes could’ve gone by. Laying down on her lap he asked her why. He was intrigued.
“Can I have a cigarette?”, she asked.
He walked his hand into his shirt pocket, while leaning his head on her thighs. Her answer was just a mumbling disconnection of thoughts “Always lost but never losing track.”
“How about if we kissed?” he rambled.
She turned her back towards him. “Always lost and never losing track. Good night.” She walked away feeling watched. At the corner of the corridor she heard him opening the door and walking in, searching for the warmth of his girl’s bed.

"É que de facto os jovens, por vezes, não se destacam do sistema. Limitam-se a constatar que não há saídas. Essa atitude tem de ser modificada e são eles que têm de a
modificar. Se for preciso partir a louça, escavacar tudo isto, acabar com a burocracia para criar uma sociedade diferente, eles que o façam! Partam mesmo a louça!"

by Zeca Afonso